sexta-feira, 4 de abril de 2025

Legenda manteve afastamento de dirigentes que coligaram com a extrema-direita

O Partido Socialismo e Liberdade- PSOL, desde sua fundação em 2004,  vem promovendo no Brasil o debate pela valorização, proteção e participação  dos trabalhadores numa agenda que nos dias atuais contempla, também, o enfrentamento da extrema-direita no país. No Maranhão, a legenda socialista vem encontrando, contudo,  um cenário fisiológico que em grande parte dos municípios reaparece a cada eleição.

 Em 2024, Federação PSOL-Rede se uniu ao PL e União para eleger Juscelino Marreca( à esquerda) prefeito. 
O caso mais recente diz respeito à decisão que afastou, em dezembro de 2024, em reunião da Executiva Estadual, alguns dirigentes estaduais e municipais por terem levado  a legenda a coligar com partidos da extrema-direita, entre eles o PL de Jair Bolsonaro. Em avaliação dos recursos dos envolvidos contra a resolução de afastamento, o Diretório Estadual resolveu manter a decisão anterior de dezembro, onde um dos afastados foi o dirigente Geovane Lima(imagem acima à direita), que até antes do afastamento era o presidente da Federação PSOL/Rede no estado. Lima  é de Santa Luzia onde o partido fez coligação com o PL e União fora da órbita dos esquerdistas, que na peleja junto ao lulismo, tem como uma de suas principais bandeiras- nos últimos anos- o enfrentamento à extrema-direita.  Reynaldo Costa, presidente estadual do PSOL lamenta episódios como estes. ‘’Quem fica confuso com esse tipo de coligação é o eleitor porque não sabe se os partidos realmente tem ideologia de esquerda ou de direita ou se estão nas disputas eleitorais para garantir interesses pessoais de alguns de seus membros’’, diz.   

O  afastamento dos  dirigentes é fundamentado no estatuto do partido e no descumprimento de resoluções nacionais e estaduais do PSOL, as quais proíbem coligações com  partidos que a sigla faz oposição na Câmara Federal e que pertencem ao chamado ‘’espectro da extrema-direita’’.

O presidente estadual do PSOL, Reynaldo Costa: ''Quem fica confuso com esse tipo de coligação é o eleitor porque não sabe se os partidos realmente tem ideologia de esquerda ou de direita ou se estão nas disputas eleitorais para garantir interesses pessoais de...'' 

Na eleição passada, as coligações vetadas pelas resoluções nacional e estadual  aconteceram nos municípios Barreirinhas, Santa Luzia, Santa Inês, Timon, Grajaú e Porto Franco, o que motivou o afastamento dos dirigentes desobedientes. Com a decisão do Diretório, referendando a inicial da Executiva de  dezembro de 2024, cabe agora aos afastados buscar instâncias nacionais para  tentar justificar os motivos porque devam continuar no partido sendo eles de esquerda, mas coligando com a direita, o que na prática representa uma discrepância. 

O PSOL já constituiu um Grupo de Trabalho Estadual para dirigir os debates sobre as eleições de 2026 e as lideranças quilombolas Antonia Cariongo e o engenheiro florestal Enilton Rodrigues já apresentaram ao partido sua disposição de disputar cargos majoritários (Governo do Estado e Senado Federal, respectivamente). 

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