sábado, 15 de abril de 2017
Os 13 nomes da lista de Fachin que foram às ruas "contra a corrupção"
Ao menos 13 políticos da lista de Edson Fachin foram às ruas "contra
a corrupção", em defesa da "ética e da moralidade". Eles
respondem inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Os desdobramentos da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal
em março de 2014, aumentaram o número de figurões da política nacional
encrencados com a Justiça.
Passados mais de dois anos desde a divulgação da primeira lista, quando
50 políticos foram mencionados em depoimentos, praticamente dobrou a lista de
congressistas que, segundo investigadores, beneficiaram-se de esquemas de
corrupção com empreiteiras e na Petrobras.
Nesta semana, o ministro relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, divulgou
os nomes dos 108 acusados que responderão a inquérito por corrupção passiva,
corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
LUTANDO POR UM PAÍS MELHOR 13 nomes da lista de Fachin saíram às ruas ‘contra a corrupção na política’. Eles são acusados de receber milhões ilegalmente. |
Considerando apenas a lista de Fachin, que foi baseada em delações de
ex-executivos da Odebrecht, os políticos mais citados são Aécio Neves (PSDB) e
Romero Jucá (PMDB), com 5 inquéritos cada um.
Um breve levantamento divulgado pelo portal UOL revelou que pelo
menos 13 políticos que integram a lista de Edson Fachin participaram de
manifestações “contra a corrupção” e por “mais ética no Brasil”. Confira os
nomes abaixo.
1. AÉCIO NEVES (PSDB). O senador tucano atuou em manifestações de rua
pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), sua rival na eleição de 2014, com um
discurso de moralidade na política. Alvo de cinco inquéritos na lista de Edson
Fachin, Aécio é alvo do maior número de pedidos de investigação feitos pelo
ministro STF.
2. GERALDO ALCKMIN (PSDB). Citado nas delações da Odebrecht, o governador
paulista é apontado pelo recebimento de R$ 10,7 milhões em caixa dois do
departamento de propina da Odebrecht, segundo delatores da empreiteira. No
acordo de delação homologado pelo STF, um cunhado de Alckmin é citado como o
nome que teria recebido “pessoalmente parte desses valores”: o empresário
Adhemar Cesar Ribeiro, irmão da primeira-dama paulista, Lu Alckmin. Segundo a
delação, R$ 2 milhões foram aplicados na campanha do tucano ao Palácio dos
Bandeirantes em 2010, e o restante, na de 2014, “todas somas não
contabilizadas”, ou seja, caixa dois. Alckmin participou de ato contra a
corrupção e pelo impeachment de Dilma na av. Paulista.
3. JOSÉ SERRA (PSDB). Citado nas delações por recebimento de pagamentos
irregulares nas campanhas de 2004 (R$ 2 milhões), 2006 (R$ 4 milhões), 2008 (R$
3 milhões) e 2010 (R$ 23 milhões), Serra esteve em protestos na avenida
Paulista, em São Paulo, ano passado, pelo impeachment e contra a corrupção.
4. ROMERO JUCÁ (PMDB). Alvo de cinco inquéritos, um deles sobre
recebimento de R$ 10 milhões para favorecer a Odebrecht na construção da usina
de Santo Antônio, Jucá foi às ruas em março do ano passado pelo impeachment de
Dilma Rousseff e “contra a corrupção”. Presidente do PMDB, o senador é o
político que acumula, ao lado de Aécio Neves, o maior número de pedidos de
investigações feitas por Fachin.
5. BLAIRO MAGGI (PMDB). O pedido de instauração de inquérito acusa Maggi
de ter recebido R$ 12 milhões na campanha para o governo de Mato Grosso no ano
de 2006. Ele, que também foi às ruas contra a corrupção, nega a acusação.
6. ALOYSIO NUNES (PSDB). Citado na lista sob suspeita de ter recebido R$
500 mil em caixa dois na campanha para o Senado em 2010, o tucano, nomeado
ministro por Michel Temer (PMDB), Nunes esteve sorridente em manifestações de
rua convocadas ano passado por movimentos pró-impeachment.
7. CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB). Nome assíduo na defesa do impeachment de
Dilma , o tucano é acusado de ter recebido R$ 800 mil na campanha ao governo da
Paraíba em 2014. Cássio costuma usar a tribuna do Senado Federal para proferir
discursos ‘anti-corrupção’.
8. RODRIGO MAIA (DEM). Citado nas delações porque teria recebido R$ 350
mil em campanha, em 2008, sem ser candidato, e outros R$ 100 mil para garantir
aprovação da Medida Provisória do Refis, o atual presidente da Câmara Rodrigo
Maia, teria ainda solicitado em 2010, segundo as delações, R$ 600 mil para a
campanha do pai, César Maia. Defensor do impeachment de Dilma e participante de
atos públicos da causa, Maia nega irregularidades.
9. BRUNO ARAÚJO (PSDB). O ministro do governo Temer é acusado por delatores
de receber doação de R$ 600 mil não declarados em 2010 e 2012. Foi de Bruno
Araújo o voto 342 na Câmara dos Deputados contra Dilma Rousseff — número
necessário para abertura do processo de impeachment.
10. JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM). Acusado de ter recebido R$ 300 mil em
caixa dois em 2010 e R$ 280 mil em doação oficial, com contrapartidas, em 2014,
Aleluia foi às ruas de Salvador, em 2015, contra a corrupção.
11. JUTAHY JÚNIOR (PSDB). Mencionado por delatores por recebimento de R$
850 mil não contabilizados nas campanhas de 2010 e 2014, o tucano disse ter
“absoluta convicção” de que o procedimento será arquivado. Ele esteve no
protesto de março de 2016 pela deposição de Dilma – evento organizado para a
“luta contra a corrupção”.
12. PAULINHO DA FORÇA (SD). Citado nas delações porque teria recebido R$
1 milhão de propina na campanha à Câmara em 2014, além de outros R$ 200 mil em
espécie para a campanha de 2010, o fundador da Força Sindical, segunda maior
central sindical do país, vinha ao menos desde 2015 defendendo a queda de Dilma
em um discurso “contra a corrupção”.
12. PAULINHO DA FORÇA (SD). Citado nas delações porque teria recebido R$
1 milhão de propina na campanha à Câmara em 2014, além de outros R$ 200 mil em
espécie para a campanha de 2010, o fundador da Força Sindical, segunda maior
central sindical do país, vinha ao menos desde 2015 defendendo a queda de Dilma
em um discurso “contra a corrupção”.
13. ANTONIO ANASTASIA (PSDB). O tucano foi citado nas delações pelo
recebimento de R$ 7,3 milhões, em 2009 e 2010, a pretexto de doação eleitoral
para campanha ao governo de Minas. O senador e ex-governador de Minas, que foi
às ruas pelo impeachment e contra a corrupção em março de 2016, afirma que
“nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.
AS INFORMAÇÕES SÃO DO PRAGMATISMO
EDIÇÃO DE ANB
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