terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Família de estudante morta por PMs contestou versão da Secretaria
Karina Brito Ferreira
morreu após ser confundida com assaltante em Balsas.
Caso está sendo investigado por delegados da Seic de São Luís.
Caso está sendo investigado por delegados da Seic de São Luís.
A família da estudante
Karina Brito Ferreira, 23 anos, que foi morta em Balsas, a 810 km de São Luís,
por engano por policiais durante uma operação da Polícia Militar para prender
assaltantes de banco contesta a versão da Secretaria de Segurança Pública de
que o carro onde estava ela e a irmã dela, Kamila Brito Ferreira, que também
foi atingida, teria furado uma barreira da Polícia Militar.
Segundo a professora
Arlete Brito Ferreira, mãe de Karina e Kamila, diz que conversou com a filha
que continua internada e que em nenhum momento houve barreira policial. As
filhas teriam se assustado com os policiais no meio da rua descaracterizados e
apenas tentaram fugir.
'A Kamila ainda pensou de direcionar para o Posto Mota Sul, mas disse ‘minha irmã está passando mal, agonizando e dizendo mana eu fui atingida, estou passando mal'. |
“Kamila disse que quando
foi para fazer a manobra aquele carro já foi já seguindo já ali perto. Ela não
teve nem mais como fazer a manobra. Teve que seguir para pegar a BR e quando
pegou a BR acho que eles imaginaram que não era bandido mesmo e está fugindo.
Começaram a atirar e logo a minha filha foi atingida no peito, nas proximidades
da Lagoa do Jardel. A Kamila ainda pensou de direcionar para o Posto Mota Sul,
mas disse ‘minha irmã está passando mal, agonizando e dizendo mana eu fui
atingida, estou passando mal’. Ela morreu logo ali e a Kamila saiu naquele
percurso ali tentando procurar o socorro para a minha filha e chegando ainda
furou pneu. Minha filha disse que não tinha barreira nenhuma. Apareceu uns três
carros. Não era carro sinalizado, nem nada e ela sem saber o que estava
acontecendo, ninguém sabia porque se estava essa captura desses bandidos lá da
Fortaleza ninguém foi avisado naquele dia que todo mundo ficasse atento porque
as vezes costuma avisar e infelizmente nesse dia não teve aviso de nada”,
revelou a mãe.
Ainda conforme a
professora, as suas filhas tinham carteira de habilitação e o veículo estava
com o licenciamento em dia. Abalada, Arlete Brito Ferreira diz que não havia
nenhum motivo para tamanha violência.
“Foi totalmente
incorreto. Quer dizer, preconceito até nos automóveis porque o nosso carro é
preto. Que coisa absurda! Isso é um absurdo! E a placa? Não olharam a placa
também? Era só querer a intenção era agarrar qualquer um? Então ali qualquer um
estava sujeito que passasse naquele momento ali. Infelizmente foram as minhas
filhas que passaram e perdeu a vida de uma e a outra está aí só Deus sabe o
trauma que está. Infelizmente a minha filha foi vítima fatal que não teve tempo
de dizer adeus, de dar um abraço. Minha filha amada, querida. Não merecia
nenhum tiro, nenhum tiro não merecia”, finalizou a mãe de Karina e Kamila.
A Polícia Civil já
identificou dois policiais do Comando de Operações em áreas Rurais da Polícia
Militar que teriam disparado os tiros que mataram a estudante Karina Brito
Ferreira, mas os nomes não foram revelados até o momento. A estudante Kamila
Brito continua internada e deve ser ouvida ainda esta semana.
Entenda o caso
Karina Brito Ferreira foi morta na última quinta-feira (15) durante uma operação da Polícia Militar em Balsas para prender a quadrilha que tentou assaltar a agência do Banco do Brasil no município de Fortaleza dos Nogueiras. Na ocasião, Karina e a sua irmã, Kamila Brito Ferreira, foram confundidas com assaltantes.
O caso está sendo
investigado por delegados da Superintendência Estadual de Investigações
Criminais (Seic) de São Luís. A polícia
solicitou um laudo da perícia para tentar identificar de qual arma partiu o
tiro que tirou a vida da estudante. O laudo deve ser divulgado em 20 dias.
AS INFORMAÇÕES SÃO DO
G1MA
EDIÇÃO DA AGÊNCIA
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